Como marketers estamos sempre à procura da forma mais eficiente de apresentar os nossos produtos e serviços a novos consumidores. Ou apenas, fazê-los pensar nas nossas marcas num maior número de ocasiões. Num mundo digital, onde mais de 60% das empresas já usam a internet e social media para promover as suas marcas (fonte ACEPI), onde crescer ou aumentar a notoriedade é um desafio cada vez maior e que exige mais investimento, o que podem as marcas fazer?

O que é Growth Hacking?

O Growth Hacking tal como ele foi definido pelo seu criador Sean Ellis, em 2010, é um conjunto de táticas que geram um crescimento mais rápido do que é tradicional nas empresas. Trata-se de encontrar estratégias e ações alternativas ao marketing tradicional, e de baixo custo, que vão gerar picos de crescimento. O foco é o crescimento baseado em métricas e o marketing orientado para experiências.

Inicialmente, o conceito estava ligado às startups que precisavam de gerar resultados rápidos, com reduzidos investimentos, para atrair novos investidores. A ideia era subverter a lógica do desenvolvimento progressivo de um negócio e encontrar “hacks” (brechas/ oportunidades) na customer journey de uma marca, alterar paradigmas e assim gerar “growth” (crescimento), subentenda-se rápido. Hoje em dia, aplica-se a todos os  tipos empresas e setores e está a tornar-se cada vez mais popular.

Mas o growth hacking não é uma formula mágica, e também não é necessariamente rápido. O growth hacking é um mindset: a criatividade para crescer usando e experimentando variadas táticas.

A ideia é desenvolver na empresa, a todos os níveis e em todos os setores, uma forma de estar e de pensar que estimula a criatividade e incentiva (e recompensa) experimentar táticas e ações novas, fora dos caminhos habituais ao longo da customer journey, justamente para encontrar o tal hack, que vai fazer a diferença. E umas dessas táticas pode justamente ser o co-marketing

« O growth hacking é um mindset: a criatividade para crescer usando e experimentando variadas táticas. »

O Co-Marketing digital, uma tática de growth hacking.

Hoje, mais do que nunca, as marcas devem explorar oportunidades de crescimento, pensando fora da caixa. E as mais criativas parecem ter encontrado uma fórmula interessante, trabalhando em conjunto com outra marca para executar campanhas inovadoras e mutuamente vantajosas.

Porquê o co-marketing? Porque os consumidores adoram soluções que os surpreendam, e porque em conjunto, é possível oferecer experiências mais excecionais aos clientes. E porque, ao combinar-se, de forma ideal experiências, bases de clientes e imagens alavancam-se audiências e gera-se mais buzz, mais engagement e um retorno mais positivo para a mesma campanha.

Um exemplo inspirador chega-nos da Starbucks e do Spotify, e da sua campanha de co-marketing em que criaram um ecossistema musical pioneiro.

A Starbucks é uma marca global que usa a música para criar um ambiente único em torno do seu café. O Spotify é uma plataforma de streaming de música com mais de 25 biliões de horas de audição em todo o mundo. As marcas juntaram-se para criar uma parceria inovadora, construindo um “ecossistema musical” que oferece aos artistas maior acesso aos consumidores da Starbucks, e que dá à Starbucks acesso à música mais trendy do Spotify.

Os benefícios mútuos? Reforço de imagem, menores custos, novas audiências.

Os exemplos de co-marketing de sucesso têm-se multiplicado ao longo dos anos. Como a parceria entre a GoPro e a RedBull. A mesma traduziu-se numa colaboração ativa, num cem número de eventos e projetos, dos quais destacamos a campanha “Stratos” em que Felix Baumgartner, um paraquedista e base jumper austríaco, efetuou um salto com o apoio da RedBull, de uma cápsula espacial a mais de 38 quilómetros da superfície da Terra, levando com ele uma GoPro. Este salto, que ficou para a história, é a representação viva daquilo que representa o ultrapassar do potencial humano para ambas as marcas.

Outro exemplo, mais controverso desta vez, a parceria improvável da Burger King & McDonald’s. Na altura, a McDonald’s doava $2 para instituições caritativas de apoio à infância para cada Big Mac comprado. A Burger King desenvolveu então a campanha “A Day Without a Whopper” retirando o seu Whopper de menu no sentido de encorajar as pessoas a comprar um Big Mac no McDonald’s. Uma iniciativa que como poderão imaginar gerou um claro buzz.

Apontado como a grande tendência, o co-marketing continuará a aumentar de importância nos próximos anos, assumindo cada vez mais formatos (e-commerce, eventos virtuais, e-books, podcasts, blogs, etc), novas combinações de parcerias (marcas e influencers, marcas e plataformas, marcas e locais) e novos ecossistemas (marcas e dados).

« O co-marketing continuará a aumentar de importância nos próximos anos, assumindo cada vez mais formatos, novas combinações de parcerias e novos ecossistemas. »

E você… A que outra marca faria “swipe” para um encontro digital inesquecível?

Casamos marcas e oportunidades. Somos early adopters. Trazemos valências e experiência de ativação de marca do universo real para o universo digital. E é com uma visão omnichannel que atuamos para amplificar a presença da sua marca, no universo digital, e mais além… Descubra como o podemos ajudar. Fale connosco: marketshow@marketshow.pt.

Agradecimentos. Este artigo foi escrito em colaboração com Teresa Moreira – Partner at thethinkerteks Gestora com experiência em múltiplos setores: Bens de Grande Consumo (Unilever e Mars), Banca (Banco BPI), Media e Entretenimento (Playstation e distribuição de filmes de Grandes Estúdios), Retalho (Multi- Centros Comerciais) em posições de liderança em Marketing, Desenvolvimento de Negócio e Estratégia e Inovação. É atualmente membro da direção da ACEPI – Associação da Economia Digital. Tem uma Pós-Graduação em Gestão e Sistemas de Tecnologia de Informação NOVA IMS, Foundational Series Singularity University, Strategy for the Age of Digital Disruption INSEAD, Hello Design Thinking e Storytelling for Influence (IDEO), House of Beautiful Business Residencies.

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