«Who should ultimately design the product? The customer, of course » defendia Philip Kotler. «Who should ultimately recommend it? The customer, of course ». Acrescentamos. O Marketing de influência não pode descurar um dos seus mais importantes elementos: o consumidor. Um consumidor satisfeito vale por cem, diz-nos a experiência. Um brand lover vale por mil. Acrescentamos. Pois bem, o consumidor como influenciador deve fazer parte da sua estratégia de marketing de influência. E é também com este mindset que deve olhar para os touchpoints da customer journey da sua marca.

Marketing de influência: too much is too much!

Como já o sublinhámos anteriormente, os consumidores compram cada vez mais de forma refletida, e sobretudo tendo em conta as recomendações de públicos cada vez mais nicho. Por outro lado, também têm tendência a filtrar, de forma mais rigorosa, as recomendações a que têm acesso. E apenas as que consideram mais credíveis ´´e que vão efetivamente influenciar as suas decisões de compra. Isto vem colocar uma pressão adicional sobre as marcas em termos da pertinência e do retorno efectivo das suas ações no universo digital. E a catadupa infindável de paid recommendation nas redes sociais e o recurso indiscriminado a influencers cujas audiências se sobrepõem, ainda agravou mais esta situação.

Nem todas as campanhas têm como objetivo direto influenciar a decisão de compra. O marketing de influência pode e deve ser usado com os mais variados propósitos: criar awareness, reforçar o posicionamento da marca, transmitir os seus valores, educar sobre a sua utilização… Pois para além de vender a curto prazo, é imprescindível criar valor para a marca a longo prazo.

Contudo, é importante ter como dado de partida, o facto do consumidor cada vez mais (1) filtrar mais os endorsements a que tem acesso e (2) tentar escapar aos mesmos. Assim, aumenta a afinidade com plataformas menos permeáveis às marcas e a subscrição de serviços premium que o protegem de publicidades intrusivas. Aliás, algumas redes sociais, como o Instagram, já reconheceram este facto mudando o algoritmo dos seus feeds e criando espaços como os reels.

« É importante ter como dado de partida que o consumidor tenta cada vez mais filtrar os endorsements a que tem acesso »

O efeito cebola.

Este facto obriga o marketing de influência a ser cada vez mais cirúrgico nos seus propósitos e pertinente na sua execução. Mas sobretudo, obriga a refletir sobre aquilo que denominamos o efeito cebola.

O consumidor está rodeado de várias camadas de influenciadores, para os quais se vai virar para procurar opiniões e orientações. E cada camada tem o seu propósito e o seu valor no funil de vendas.

A primeira camada é muito importante. Nela incluem-se aqueles que se preocupam com o consumidor como pessoa: o seu circulo próximo de amigos e familiares. É a camada mais forte e espessa. Fazem parte integrante da sua vida. Preocupam-se com o seu bem-estar e felicidade. E a opinião deles conta, por vezes, acima de tudo. São portanto recomendadores em 1º grau. E é importante, sempre que possível, permitir a estes fazerem parte da customer experience.

A segunda camada é o que chamaríamos de comunidade no sentido físico. Partilham com o nosso consumidor um espaço geográfico, um espaço de trabalho ou qualquer outro espaço de interação física. São pessoas que o conhecem pessoalmente e com as quais mantém uma relação mais ou menos próxima no mundo físico. A confiança que nutre com cada qual enquanto que recomendador/influenciador, deriva dessa relação.

A terceira camada são as tribos. As pessoas com as quais o nosso consumidor se identifica, que são como ele. Podem ter opiniões, interesses ou problemas em comum, perfis de consumo similares, defenderem as mesmas causas, etc. Aqui o grau de influência vai variar: quanto mais o nosso consumidor se identificar com um membro da tribo, mais confiança e credibilidade lhe vai atribuir.

A última camada são todos os outros influenciadores que não se integram nas outras camadas e que de alguma forma tentam influenciar o nosso consumidor com mais ou menos sucesso e de forma mais ou menos intrusiva.

É importante conhecer a nossa audiência de forma a conseguirmos penetrar de forma efetiva estas 3 primeiras camadas para as ativar. Por outro lado, nestas várias camadas encontramos de tudo mas sobretudo anónimos. Outros consumidores que procuram e compram os mesmos produtos e que nos ajudam em particular quando chegamos ao final do nosso funil de vendas.

« O consumidor está rodeado de várias camadas de influenciadores e cada camada tem o seu propósito e valor no funil de vendas.»

«Make the consumer the hero of your influencer marketing».

«Make the consumer the hero of your story» um statement particularmente relevante para o marketing de influência.

Por um lado, estamos a evoluir de um influencer marketing unilateral ou transacional «marca-influenciador » para um influencer marketing colaborativo. Neste último, os criadores de conteúdos revêm-se nas marcas com as quais trabalham. E ativam os seus seguidores de forma mais colaborativa e mais centrada na audiência enquanto que heroína do seu storytelling.

Por outro lado, é importante que as marcas comecem a reconhecer o papel que a sua base de consumidores fiéis pode ter enquanto que effective social influencers. Temos de olhar para os influenciadores com um mindset claramente abrangente. As marcas podem trabalhar com um cem número de criadores de conteúdos, mas é igualmente importante (senão mais) dar voz aos seus consumidores mais ativos e “influentes”.

E é aqui que o marketing de influência converge com a customer experience.

É por isso que é particularmente importante na nossa customer journey incluir pontos de retenções de opiniões de consumidores efetivos, validadas e certificadas. É também por isso que o Affiliate Marketing continua a crescer (um tema ao qual voltaremos noutro artigo). Ou que há que desenvolver shopping experiences partilhadas e partilháveis. Para mencionar apenas alguns exemplos.

Ativar os consumidores enquanto que influenciadores é the next big challenge para as marcas, no universo digital.

« Ativar os consumidores enquanto que influenciadores é the next big challenge para as marcas, no universo digital. »

E justamente, estamos aqui para o ajudar em mais este desafio. Somos early adopters. Trazemos valências e experiência de ativação de marca do universo real para o universo digital. E é com uma visão omnichannel que atuamos para amplificar a presença da sua marca, no universo digital, e mais além… Descubra como o podemos ajudar. Fale connosco: marketshow@marketshow.pt.

#socialmediamarketing #influencermarketing #digitalmarketing #brandactivation #marketing #happybrands #changeyourmindset #happypeople #happytalents #marketshow #wemakeithappy

How interesting was this post?

Click on a smiley to rate it!

Average rating 4.8 / 5. Vote count: 14

No votes so far! Be the first to rate this post.

We are sorry that this post was not interesting for you!

Let us improve this post!

Tell us how we can improve this post?