Hoje em dia, quando olhamos para o mercado, deparamo-nos com 5 diferentes gerações de consumidores. Diferentes mentalidades, expetativas e prioridades. Diferentes exigências, formas de consumir e escolhas.

As novas gerações de consumidores (dos Baby Boomers às gerações X, Y, Z e Alfa) estão a transformar as indústrias e marcam posições fortes no que respeita a segmentos de interesse. Perante este cenário único, as marcas têm necessariamente de compreender as características de cada geração, adaptar canais de comunicação e claramente ajustar as suas mensagens e formas de ativar. Sabendo que, da mesma forma que não se pode querer agradar a gregos e a troianos, também uma marca não pode querer ser tudo para todos.

Descubra como criar o engagement certo com cada nova geração!

O Gap geracional | Dos Baby Boomers à geração Alfa

Antes de estruturarmos estratégias de atuação para cada geração, é necessário reconhecer as suas principais características, o que as diferencia e em que pontos convergem na transição geracional. Só assim podemos claramente definir o nosso target, as nossas personas, definir as estratégias mais adequadas e tirar o melhor partido de cada ativação e campanha.

Baby Boomers: Eram até 2019, a maior geração de adultos vivos, tendo sido ultrapassados em número (mas não em poder, nomeadamente de compra) pelos Millennials. Nascidos entre 1945 e 1964, a geração conhecida como Baby Boomers resulta de uma explosão populacional depois da Segunda Guerra Mundial. Uma época em que a constituição de família era a prioridade. As pessoas que pertencem a esta geração têm entre 56 e 76 anos de idade e para eles a estabilidade e valorização do trabalho são dois focos importantes. Apesar de terem crescido num período conturbado em termos de tensões políticas e de estarem na génese de conceitos de contracultura como o estilo de vida hippie, são uma geração bastante conservadora, não tão aberta a novas ideias e experiências e que privilegia uma visão tradicional em termos de estilo de vida, trabalho e forma de conduzir os negócios.

Geração X: Esta geração corresponde ao grupo de pessoas que nasceu entre o ano de 1965 e 1980. São os filhos de Baby Boomers e pais de Millennials, duas gerações com grande protagonismo, e por isso são conhecidos como os “filhos do meio”. Crescem em anos de turbulência, em que o foco na “família” evolui para a valorização do relacionamento entre “família e amigos”. Atravessam anos de recessão económica, o que os torna mais frugais e obriga os marketers a se concentrarem no cliente, na sua segmentação e fidelização. São uma geração que viveu enormes revoluções tecnológicas e a sua entrada no mercado de trabalho coincide com o crescimento da internet. Foram portanto pioneiros tecnológicos, demonstraram ser altamente adaptáveis e são, na verdade, uma geração ágil e aberta a novas ideias.

Geração Y: Mais conhecida pela geração dos Millennials, este grupo integra pessoas nascidas entre 1981 e 1996. De forma geral, esta geração é mais instruída do que as anteriores, tem uma mente mais aberta e não hesita em questionar o status quo, o que regularmente a coloca em situação de conflito com as gerações anteriores. Verdadeiros nativos digitais que testemunharam o surgimento de novos dispositivos e da internet em casa, são a primeira geração de “social media”. São fortemente influenciados pelos seus pares e comunidades onde estão inseridos e se revêm, e logo são menos fiéis às marcas. Têm menos receio de arriscar por novos caminhos, e a experiência “na vida” é mais valorizada do que a posse e a aquisição de materiais/bens para toda a vida.

Geração Z: Se a geração anterior testemunhou o início da inovação tecnológica, a geração Z nasceu num mundo já conectado digitalmente. Nasceram entre 1997 e 2009 e não sabem viver sem ecrãs, sem redes sociais, sem smartphones… A conexão e o consumo de informação acontecem a todos os minutos. Mas contrariamente à geração Y, a sua relação com as redes sociais e a internet das coisas, quer se honesta e transparente. Cresceram em tempos mais conturbados economicamente do que a geração Y e são, portanto, financeiramente mais conscientes. E são claramente uma geração com uma forte preocupação com o planeta e a sustentabilidade social, que acredita que a ajuda de todos (pessoas e empresas) preserva o bem-estar global. Valorizam o que é genuíno, transparente e humano, exigem um envolvimento constante e esperam ser igualmente estimulados em retorno, nomeadamente pelas marcas, às quais são claramente menos fiéis.

Geração Alfa: Nascidos depois de 2010. Esta é sem dúvida a geração 100% digital. A geração Alfa que tem maior proximidade com as marcas que se transformaram para o universo digital. Conheceram o mundo de forma virtual, digitalizado. A tecnologia é uma extensão da sua vida. Ainda não enveredaram pela vida profissional, mas já exercem um grande poder através da influência que têm sobre os seus progenitores da geração Y.

As diferenças e semelhanças entre gerações foi moldando a nossa forma de fazer marketing e sem dúvida, é mais uma pista a seguir para ajudar os marketers a definir as melhores estratégias em função do público alvo e objetivo pretendido.

“Antes de estruturarmos estratégias de atuação para cada geração, é necessário reconhecer as suas principais características, o que as diferencia e em que pontos convergem na transição geracional.”

O Marketing geracional | O que é ?

Todas as gerações têm características diferentes que podem dar forma a comportamentos diferentes e particulares de cada uma. Por esta razão, as marcas têm de delinear abordagens igualmente específicas e estratégias de marketing para alavancar a sua notoriedade em cada grupo.

O marketing geracional é, tal como o conceito exprime, o conjunto de técnicas de marketing em que a mensagem a passar altera-se em função da geração para a qual nos estamos a dirigir, enquanto marca. E isto tem um objetivo claro, e essencial nos dias de hoje: conseguir o maior retorno possível de qualquer investimento, aumentar o número de leads e consequentemente aumentar o volume de vendas, mas sobretudo trabalhar com uma visão não de curto prazo, mas de futuro sustentável para marcas.

“Todas as gerações têm características diferentes, que dão forma a comportamentos diferentes e particulares de cada uma”

Marketing geracional | Como aproximar cada geração do marketing da sua marca?

O marketing geracional permite uma segmentação de estratégia bastante aprofundada, e logicamente permite criar uma comunicação específica em torno do comportamento de cada geração-alvo. Um conceito que vem em parte dar resposta, aos desafios diários dos marketers ou pelo menos abre espaço para novas pistas e ideias.

Os Baby Boomers.

Apesar de serem uma população não muito evoluída tecnologicamente, consomem muitos conteúdos em formato digital. Por vezes, este acaba por ser um hábito no consumo de informação muito mais frequente do que em gerações digitais.

Segundo estudos realizados, quase 25% da geração Baby Boomers passa mais de 20 horas por semana a navegar em conteúdos online. Em comparação com a geração Millennials, os Baby Boomers consomem 94% mais notícias e informações globais, sem nenhuma pesquisa específica. O ideal para esta geração é otimizar a estratégia de marketing de conteúdo, principalmente na rede social Facebook.

Os Baby Boomers são leais às marcas, pelo que as marcas devem priorizar a sua confiança para criar relações pessoais fortificadas e duradouras, ao longo de toda a customer journey. Esta é também uma geração que procura e anseia por experiências de marcas no universo físico, em que possam participar para conhecer realmente o produto/serviço e sentirem-se seguros e confiantes na sua decisão de compra.

A geração X.

São uma geração mais ponderada nas suas decisões finais de compras, procuram poupar o máximo possível e avaliam todas as alternativas antes de tomar uma decisão final. Os consumidores desta geração estão atentos as ofertas das marcas. São pragmáticos mas também deixam-se guiar pelas suas emoções. Ainda bastante próximos e fiéis às marcas, apreciam particularmente uma comunicação que utilize o argumento e sentimento de nostalgia, como eventos e ações passadas, antigos programas de televisão que marcaram a época, músicas que remetem a tempos passados… Gostam também de ser considerados como astutos e de dar o exemplo, pelo que vão privilegiar produtos bons para o ambiente e/ou a sociedade.

Se apreciam formas de comunicação tradicionais, também procuram conteúdos de entretenimento em outros universos, sempre fugindo do que é altamente comercial ou intrusivo. Para a maioria, o Facebook (ainda) é a rede social privilegiada: cerca de 80% marca presença nesta rede social, que vêm acompanhando desde o início.

Ainda preferem compras em ambiente físico, mas adotam cada vez mais o online por questões de praticidade ou rentabilidade. Aliás o marketing omnichannel representa um fator de sucesso perante esta geração, por estarem entre uma época tradicional, o início de uma época digitalizada e uma geração 100% conectada digitalmente. Estão constantemente abertos a novas ideias e formas de atuação por parte das marcas e não hesitam a seguir as mesmas por campanhas que podem ter um início tradicional e “de rua” e que terminam ou são declinadas no universo virtual.

Os Millennials.

A geração Y é a que mais tem cativado e desafiado as marcas. Estes são nativos digitais. Vivem na procura de respostas rápidas, são móveis em termos de espaços online, e seguem a facilidade em tudo. Impactar e criar engagement com esta geração é pensar em marketing rápido, de fácil acesso e conciso.

Valorizam as experiências muito mais do que os bens físicos. Os Millennials estão no Facebook, no Twitter, no Instagram, no LinkedIn e no TikTok. Procuram constantemente as redes sociais mais acedidas e que não lhes criam aborrecimento. Esta geração não tem medo de investir em compras online, se o conteúdo for claro e direto ao assunto, ou se defender causas atualmente importantes na sociedade, como a sustentabilidade. Um serviço ou produto com valores e impacto positivo, é o principal fator de destaque e preferência de uma marca para outra.

A geração Z.

Nasceu num mundo digital e qualquer estratégia de marketing que pretende alcançar este grupo etário deve planear a comunicação e presença através de dispositivos móveis. Passam mais de 15 horas por semana a utilizar estes equipamentos e fazem de tudo para influenciar a decisão da geração dos seus pais. Atingir este segmento de público, é pensar em comunicações maioritariamente em vídeo, de rápido consumo e dissolvidos em meio de entretenimento, como o caso do YouTube.

Defendem a transparência e os valores éticos, e acompanham quem os defende. Todas as estratégias de marketing para esta geração têm de ser óbvias, diretas e sem rodeios, porque a tendência em ficarem distraídos e perder o foco na comunicação é muito grande, mas também porque valorizam acima de tudo o que é genuíno! Não deixe dispersar atenções! Nem os tente enganar com falso valores ou valores que não sejam suportados pelas suas ações ao longo de toda a customer journey e mais além.

De acordo com o debate da Conferência “Digital Entertainment World”, existem algumas formas específicas de pensar e orientar estratégias de marketing para esta geração:

1. Foco no realismo e autenticidade

Esta geração privilegia o olhar sobre as marcas que mantém ligações humanas e verdadeiras, numa época digital. Preferem o marketing autêntico e transparente das marcas. Um pensamento terra-a-terra sem grandes efeitos sonhadores.

2. Ativismo é estrela

Mais de metade da geração z, é a favor das mudanças no mundo e esperam das marcas ativismo e tomadas de posições fortes sobre questões políticas, sociais, ambientais, culturais…

3. Envolvência, colaboração e interatividade

O público desta geração quer sentir-se integrado, que faz parte das ações das marcas e até se tornam muitas vezes brand lovers genuínos. Razão que os leva a terem preferência por conteúdos de entretenimento e interativo. Gostam de se sentir únicos, exclusivos e compreendidos.

A geração Alfa

É sem dúvida a mais compreensiva do universo digital e é no mesmo que foram habituados a comunicar com marcas e empresas. Não representam decisores de compras, mas têm a maior capacidade de influenciar qualquer outra geração. Estão atentos, compreendem muito mais de comunicação e envolvimento digital, exigem evolução e acompanham todas as novidades diariamente. São amadores de experiências e adoram sentirem-se partes integrantes das marcas.

Com as gerações Z e a Alfa a ganharem preponderância com o passar do tempo, a tecnologia vai cada vez mais ser parte integrante da vida e da arte de comunicar com este público. Mas uma tecnologia que sublinhe a humanidade das marcas e o seu impacto positivo na vida de cada um. A qualidade de vida, a felicidade, a sustentabilidade do planeta, a responsabilidade de empresas e marcas, estes são os verdadeiros fatores que vão mover e influenciar uma nova geração. O tempo já não é de criar brand lovers, mas sim de conquistar brand trusters.

O tempo já não é de criar brand lovers, mas sim de conquistar brand trusters.

Mais do que nunca, o marketing geracional é um fator a ter em conta na estratégia das marcas. Há que saber segmentar conteúdos, formas e canais de comunicação em função daquilo que reconhecemos ser os valores que movem cada geração. Mas atenção, as fronteiras entre gerações não são claras, e entre um “late Baby Boomer” e um “early generation X”, são mais os pontos de convergências do que as diferenças. E como em tudo, as gerações vão envelhecendo, e entrando em novas fases da vida. Os jovens Millennials de ontem são hoje pais de família, com preocupações, prioridades e estatutos profissionais que evoluíram. Como sempre, nada é branco ou preto, mas entre os dois estão pistas, ideias e inspirações para melhor aprimorarmos as estratégias que vamos defendendo para as nossas marcas.

E justamente, estamos aqui para o ajudar a selecionar e moldar as suas estratégias. Somos early adopters. E é com uma visão omnichannel que atuamos para amplificar a sua marca de forma humanizada, tecnológica e segmentada.

Descubra como o podemos ajudar. Fale connosco: marketshow@marketshow.pt

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