O caminho do sucesso não se mede aos palmos. O marketing de influência tem vindo a ganhar terreno nas estratégias de ativação das marcas. Esta tendência acelerou-se fortemente neste último ano, não só com a explosão do universo digital (e-commerce, redes sociais, plataformas de streaming,..). Mas também com uma crescente apetência por aquilo que é humano, genuíno e autêntico, numa época de profunda revolução na arte de socializar e interagir. E todos estes ingredientes, vieram de certa forma retirar a vedeta às formas tradicionais de publicidade para pôr em palco aqueles que tornam a comunicação mais pessoal e envolvente: os consumidores eles próprios e os influencers (reais ou wannabe).

As verdades de La Palice |Versão Marketing 2021

Verdade nº 1: Uma marca não é o que quer ser, mas o que os consumidores pensam dela.

Verdade nº 2: Os consumidores são cada vez mais seletivos e críticos relativamente à publicidade das marcas.

Verdade nº 3: As pessoas procuram consumir cada vez mais conteúdos para confirmar e/ou reforçar as suas decisões de compra.

Nada de novo portanto. Será? O que mudou? As plataformas e serviços de streaming, as apps de voz e chat, os Twitch, Discord e Clubhouse desta vida… Ou seja, a capacidade de encontrar esses mesmos conteúdos em novos espaços digitais, herméticos (pelo menos na sua génese) às marcas. Espaços onde se movimentam de forma transversal e com claro à vontade, uma comunidade de influencers e micro-influencers de todas as idades, géneros e sectores de interesse.

« Uma marca não é o que é ou o que quer ser, mas o que os consumidores pensam dela. »

O que são influencers | Macro, micro e nano.

“Um influenciador (digital) é um indivíduo – anónimo ou figura pública – que tem a capacidade, através da geração de conteúdos, de criar um efeito, alterar opiniões e/ou comportamentos alcançando resultados mensuráveis.”(Fonte Marktest). Mas por trás de uma simples definição, encontramos uma pirâmide de influenciadores que se distinguem pela dimensão da sua audiência, os seus níveis de engagement e a natureza da relação que podem tecer com o seu público… e com as marcas.

Os mega-influencers estão no topo da pirâmide. São celebridades e figuras públicas, com mais de 1Mio de followers. O valor da sua associação a uma marca, na sua vertente aspiracional, já não está por demonstrar.

Os macro-influencers nascem com o advento do digital. Têm entre 100k e 1 Mio de followers numa mesma rede social e ganharam o estatuto de celebridades nas áreas sobre as quais produzem conteúdo. São muitas vezes escolhidos pelas marcas como parceiros de campanha numa vertente igualmente aspiracional. No entanto, esta sua relação comercial é muitas vezes assumida ou pelo menos percebida pelos seus públicos. O que acaba por reduzir a autenticidade da mensagem (financiada) e diminuir o nível de conversão.

Os micro-influencers são os que existem em maior número, nomeadamente em Portugal onde representam 70% do total dos influencers (Fonte: State of Influencer Marketing in Portugal 2020). Têm entre 5k e 100k followers e são considerados especialistas nos seus respetivos nichos. A sua dimensão permite-lhes manter uma relação bastante próxima e genuína com a sua audiência. De referir que alguns consideram os 40k como a barreira que separa os macro dos micro influencers, mas mais do que os números de seguidores, o que os define como influencers são os níveis de engagement que conseguem manter com os seus seguidores.

Os nano-influencers têm entre 1k e 5k de followers. São consumidores/anónimos que partilham as suas opiniões. São recomendadores, mas sem real e definida influência sobre o seu público.

« A sua dimensão (micro-influencers) permite-lhes manter uma relação bastante próxima e genuína com a sua audiência. »

Micro-influencers | Uma nova cara para o marketing das marcas?

O sucesso dos micro-influencers deve-se a ligação emocional que conseguem criar com os seus seguidores. Falam e interagem diretamente com quem os segue. Respondem a mensagens e comentários de forma mais rápida. Tendem a criar uma maior empatia e uma relação mais forte com os seus seguidores. Esta maior proximidade traduz-se por altos valores de níveis de engagement e de conversão: estatísticas demonstram que influenciadores com 1000 seguidores geram um envolvimento 85% maior do que aqueles com 100.000 seguidores.

Marketing é comunicar. E os micro-infuencers são marketers exímios, pois sabem perfeitamente com quem e para quem comunicam. Produzem conteúdos para nichos de audiência. Têm portanto uma comunicação muito clara e direcionada para o seu público-alvo e uma relação bastante próxima e honesta com o mesmo. E é aqui que o seu papel ganha relevo para as marcas: (1) permitem colocar a marca ou produto junto da audiência certa e (2) conseguem-no fazer de forma mais genuína e credível. É desta forma que vêm dar uma nova cara ao marketing das marcas.

« Marketing é comunicar. Os micro-infuencers são marketers exímios, pois sabem perfeitamente com quem e para quem comunicam. »

Micro-influencers | As regras de ouro a respeitar

Escolhidos corretamente e ajustada a mensagem, os micro-influencers são um parceiro valioso enquanto que agentes que contribuem para dar credibilidade ao ADN das marcas. Mas atenção, como em tudo, há regras e ingredientes a ter em conta para uma receita de sucesso.

Regra nº 1: Colhemos o que semeamos. Ser micro-influencer e produzir conteúdos de qualidade envolve tempo e recursos. Se não está pronto a dar valor à sua relação e a arriscar por vezes em novos conteúdos ou produções, talvez este não seja o caminho certo para si.

Regra nº 2: Há que gerir e acompanhar cada ação com o mesmo rigor e sentido de oportunidade do que qualquer outra campanha publicitária. Os micro-influencers estão (mais) disponíveis para uma colaboração genuína com as marcas. Mas atenção a experiência mostra-nos que na maioria dos casos não sabem potenciar a marca e a marca nem sempre sabe potenciar o micro- influenciador.

Regra nº 3: O influencer-marketing tem, nos dias de hoje, de ser natural (leia-se intrusivo apenas q.b), para gerar os desejados níveis de engagement e conversão. No marketing de influência não basta estar presente, é preciso não só fundirmo-nos no espaço da comunidade que pretendemos ativar, como sermos relevantes para a mesma. A força do micro-influencer é justamente a honestidade com que lida com o seu público e só o respeito da mesma, é que lhe vai conferir o estatuto de recomendador credível e que permitirá o devido ROI às marcas.

« Os micro-influencers são um parceiro valioso enquanto que agentes que contribuem para dar credibilidade ao ADN das marcas. »

Todos ouvimos falar (e muitos seguimos) “Como é que o bicho mexe” do humorista e influencer Bruno Nogueira. O que começou como um desabafo, uma reação natural aos efeitos da pandemia acabou como um autêntico fenómeno tribal, com mais de 175 mil visualizações em tempo real. Nem todas as oportunidades no mundo dos influencers e dos micro-influencers se transformam em “bichos”, mas oportunidades existem para, à sua maneira, potenciar a comunicação da sua marca, credibilizá-la, dar-lhe corpo e voz de forma consequente, no universo digital.

Casamos marcas e oportunidades. Não temos tabelas nem fees mensais. Temos pessoas para escutar o que pretende, ideias para desenhar o seu caminho e experiência para o acompanhar no mesmo. Descubra como o podemos ajudar a potenciar as suas campanhas no universo digital. Fale connosco: marketshow@marketshow.pt

#influencers #microinfluencers #brandactivation #marketing #happybrands #changeyourmindset #happypeople #happytalents #marketshow #wemakeithappy

How interesting was this post?

Click on a smiley to rate it!

Average rating 5 / 5. Vote count: 3

No votes so far! Be the first to rate this post.

We are sorry that this post was not interesting for you!

Let us improve this post!

Tell us how we can improve this post?