Não existe uma receita certa para o crescimento da sua marca ou negócio, mas há tendências e oportunidades de que pode certamente tirar partido. No cenário atual, é possível continuar a dar corpo e voz à sua marca. Só diferem os caminhos para chegar aos mesmos objetivos. Não sabe qual o próximo passo a dar? Sugerirmos-lhe 6 formas de impulsionar o seu crescimento neste contexto improvável.

1. Produção de conteúdo em áudio ou vídeo | O “rosto” para uma primeira abordagem

Uma imagem vale por mil palavras. Os conteúdos áudio ou vídeo são hoje ferramentas incontornáveis para mostrar “quem é a marca”. Ajudam a diminuir a superficialidade do storytelling. Permitem criar experiências e interações mais imersivas e pessoais. E dão lugar ao aprofundamento do pensamento e dos valores que se pretendem transmitir.

Uma boa banda sonora, o diálogo certo, filmar sob diferentes ângulos, … O storytelling em formato vídeo pode fazer a diferença para que a sua mensagem sobressaia e a sua marca se mantenha em top-of-mind. Todas as redes sociais hoje em dia adaptaram-se para acolher e dar primazia a este tipo de conteúdo. E diariamente a tecnologia recua os limites do impossível e vem enriquecer a produção de conteúdos áudios e vídeos com as camaras 360º, os drones, a realidade virtual, a realidade aumentada,…

Estudos recentes mostram que os millennials têm uma clara preferência pelo vídeo. Mas o facto é que qualquer que seja o seu grupo demográfico, as pessoas têm tendência a prestar mais atenção ao vídeo em comparação a outras formas de comunicar. Este é um formato de futuro, que está a ganhar terreno em todas as redes sociais e no qual vale a pena investir.

« O video dá lugar ao aprofundamento do pensamento e dos valores que se pretendem transmitir

2. Podcasts e videocasts | Mais do que uma tendência, uma oportunidade a explorar!

Em Outubro de 2020, a Apple falava em mais de 1.500.000 podcasts ativos e em mais de 34 milhões de episódios, em 100 línguas diferentes. Os podcasts e videocasts ganharam um espaço próprio no nosso quotidiano devido à sua praticidade: “quando e onde eu quiser”. E Portugal não escapa a esta tendência.

A maioria dos programas de rádio são retransmitidos em formato podcast. Praticamente todos os influencers (recentes ou conceituados) converteram-se a este tipo de comunicação e uma comunidade de novos empreendedores fizeram deste formato a sua receita de sucesso. São uma fonte de entretenimento, mas também de informação e de educação. Uma forma criativa, muitas vezes divertida ou pelo menos descontraída, de partilhar conteúdo. E sobretudo uma forma de consumir conteúdos, quase pessoal em termos do momento em que escolhemos ouvir ou ver os mesmos.

Ouvir um podcast é uma experiência. Por um lado, é um momento privado e individual onde não há censura relativamente aos nossos gostos e preocupações, às interações ao vivo que podemos ter com os podcasters e onde podemos assimilar livremente e ao nosso ritmo insights e opiniões. Por outro lado, subscrever um podcast ou um videocast é também aceder a uma comunidade que partilha os nossos interesses e preocupações. E sabemos o quão importantes são nestes tempos, as âncoras que nos transmitem um sentimento de pertença e que nos fazem sentir seres sociais de novo.

Nesse sentido , os podcasts são uma oportunidade interessante em termos de softsponsoring. Estudos demonstram que quando a presença de uma marca não choca com o conteúdo, tom e formato do podcast, os ouvintes aceitam a mesma de forma positiva. Aliás, a própria imagem e relevância da marca junto dos mesmos têm tendência a aumentar. São um formato novo, transmitido num espaço (plataformas próprias) que foge ao universo publicitário tradicional. Certo tem audiências mais restritas em número, mas também mais qualitativas. E o facto é que está a crescer e é um universo onde a sua marca não se vai perder no meio do ruido publicitário próprio aos canais tradicionais.

« Ouvir um podcast é uma experiência em si. »

3. Patrocínio de eSports e de streamers | Uma dimensão em expansão

O mercado do videojogos gera milhões e em 2020 continuou o seu crescimento exponencial. Com os desportos tradicionais a serem marginalizados em 2020 devido à pandemia, as competições a serem anuladas e estádios fechados, muitos jogadores e espectadores voltaram-se para o eSport. Os desportos eletrónicos ou eSports são agora eventos que atraem milhares em estádios e em todo o mundo através do streaming. Aliás, 22% da população da Internet (fonte Newzoo) participa em eSports. E a popularidade dos Streamers e das plataformas de streaming explodiram em popularidade.

O que é um Streamer? É alguém que faz da sua profissão, transmitir ao vivo o que gosta de fazer. Na maior parte das vezes são gamers, mas não só. Há streamers que oferecem conteúdos sobre os mais variados passatempos e temas. Os youtubers são, na verdade, os “antepassados” dos streamers, sendo que muitos streamers também são youtubers. Confusos? A diferença é que os streamers vão mais longe em termos tecnológicos e utilizam as mais variadas ferramentas de transmissão ao vivo. Transmitem em tempo real e dessa forma acabam por criar uma relação mais estreita com o seu público . E estão presentes nas mais variadas plataformas de streaming, onde muitos millennials ( mas não só) interagem em espaços próprios e ainda estanques às marcas.

Fechado o parentese, os eSports são competições de jogos eletrónicos (League of legends, Fortnite, eFootball, …), multijogadores, jogados online por gamers profissionais (na maioria das vezes streamers). As competições são transmitidas on-line e ao vivo, em plataformas de streaming para milhares de espectadores por todo o mundo. O eSport tem vindo a ganhar em popularidade. É um mundo em crescimento com moeda virtual própria, classificações, emblemas, skins, banners , jogadores e streamers que movimentam verdadeiras comunidades de fãs.

O eSport abriu uma porta para as marcas interagirem com os seus públicos num novo ecossistema virtual em expansão. À medida que vai amadurecendo surgem mais oportunidades de patrocínios, softsponsoring e integração de produto, às quais as marcas precisam de estar abertas e atentas em 2021.

« Os eSports atraem milhares em estádios e em todo o mundo através do streaming. »

4. Realidade aumentada e realidade virtual | Fascinante e imersiva

A tecnologia fascina. A realidade aumentada e a realidade virtual não são exceções. A utilização da tecnologia de realidade aumentada conheceu um crescimento sem precedentes em 2020, graças a empresas como a Microsoft, Apple, Google, Facebook e Amazon. E em 2021, a maioria dos novos smartphones já têm componentes integrados de realidade aumentada e até funcionalidades que a maioria de nós ignora.

A realidade virtual e a realidade aumentada estão a mudar a shopping experience, empurrando as barreiras que dividem o mundo físico do mundo virtual. Está a transformar a nossa forma de comprar mobiliário, roupa, óculos, maquilhagem, etc,.. Todos os dias aparecem novos desenvolvimentos que vão potenciar o e-commerce e transformar o rosto do marketing digital. Mas também que revolucionam a experiência de compra em lojas físicas: guiando o cliente até ao produto ou secção desejada, disponibilizando conselhos, informações e reviews através de funcionalidades que casam realidade virtual e inteligência artificial. E até complementando o processo de apoio ao cliente com manuais virtuais, truques e dicas personalizadas que prolongam a interação com a marca para além da própria experiência de compra.

Last but not least, a realidade aumentada e a realidade virtual são técnicas de interação imersivas que vêm transformar o rosto das marcas e das experiências que as mesmas podem oferecer. Várias marcas já usaram a realidade aumentada nas suas campanhas publicitárias. A tecnologia é sem dúvida uma ferramenta de marketing de ativação que potencia interações imersivas e originais, nomeadamente num contexto que tendencialmente marginaliza as ativações físicas. Promoções com AR, stands virtuais e eventos em realidade aumentada ou virtual são claramente algumas das tendências a explorar em 2021.

« São ferramentas de interação imersivas, que vêm potenciar as experiências que as marcas podem oferecer »

5. Softsponsoring | Novos programas e conteúdos virtuais

O Product Placement está de volta. Com a oferta em termos de eventos e oportunidades de ativação outdoor claramente reduzida, a colocação de produto é uma ferramenta que ganhou uma segunda oportunidade.

Esta foi sempre uma alternativa muito interessante para ativar consumidores e para demonstrar de forma soft, valores e atitudes promovidos pela marca. Infelizmente, ao longo dos anos, a colocação de produto começou a mostrar a sua pior faceta deixando de ser suave e relevante para ser intrusiva e incómoda.

Agora com uma economia de streamers, podcasters e videocasters, o aparecimento de plataformas virtuais com programas próprios e a multiplicidade de canais e eventos virtuais, o softsponsoring e a colocação de produto podem novamente fugir aos formatos hardselling que invadiram os programas dos canais tradicionais, para um regresso às origens.

Seja através da figura do apoio à produção ou de uma integração criativa e relevante de produtos, é possível entrar no quotidiano dos mais variados públicos de forma subliminar e valorizante para a marca. Mas é preciso trilhar novos caminhos para encontrar as oportunidades mais interessantes.

« O sotfsponsoring dos novos rostos do entretenimento permite fugir aos formatos hardselling dos canais tradicionais »

6. Eventos Virtuais ou Híbridos | Comunicar de forma criativa e envolvente

Enganem-se aqueles que pensam que 2021 será o ano do regresso dos grandes eventos. Apesar de sermos os primeiros a desejar que isso aconteça, a situação atual tende a comprovar que realisticamente os grandes festivais, pelos quais tanto ansiamos, não estarão de volta tão cedo ou pelo menos não no formato que movimenta fisicamente multidões. Os eventos digitais ou pelo menos híbridos vieram para ficar, qualquer que seja a sua dimensão.

A maioria das produtoras de eventos e dos artistas já reagiram e transformaram os seus eventos ou as suas digressões em espetáculos híbridos ou virtuais, “a consumir” ao vivo ou em streaming. Oportunidades de patrocínios e de ativação existem portanto. Serão sempre em moldes diferentes, mas não implicam necessariamente um menor ROI. Muito pelo contrário, o ruido publicitário pode ser menor e a experiência mais pessoal e customizada.

No entanto, há eventos e eventos. Depois de meses em que qualquer tipo de gathering virtual era bem-vindo, o modelo dos eventos caseiros, básicos e pouco inspiradores está a esgotar-se. O facto é que durante anos fomos habituados no universo digital e ficcional a prestações de elevada qualidade. E se o “home-made” durante uns tempos foi preferível ao “no-made”, um evento virtual pode rapidamente tornar-se monótono, pouco envolvente e perder rapidamente o desejado nível de atenção e participação.

Imagens em 3D, videos, animadores, breaks, realidade aumentada, gravações em estúdios com profissionais das artes visuais e do espetáculo, copywriters para um storytelling atrativo e cativante, estes são todos elementos que podem fazer a diferença e proporcionar uma experiência relevante e de qualidade.

A ativação em eventos virtuais ou híbridos (ou a organização ou patrocínio dos mesmos) é assim uma alternativa e uma forma sem dúvida muito interessante de dar voz a uma marca e impulsionar o seu crescimento. Estes eventos são hoje uma ferramenta de marketing (para o público interno como externo) incontornável e valiosa. No entanto, a qualidade da experiência é fundamental para criar memórias positivas e duradoras, associadas à sua marca ou empresa.

« Os eventos digitais ou pelo menos híbridos vieram para ficar.»

A tecnologia veio revolucionar todas as áreas do marketing de ativação. O público em geral desenvolveu novas formas de consumir conteúdos e novas expectativas na sua interação com as marcas. Por sua vez, as gerações mais novas interagem em espaços cada vez mais herméticos à influência das marcas e levam atrás delas outras gerações, fascinadas pelos mesmos. Discord, Steam, podcasts, videocasts, eventos híbridos, realidade virtual, eSports, … estes são os termos que definem uma nova realidade que veio para ficar. Estamos na década onde a revolução do entretenimento se acelerou, com novos formatos e novas redes de interação que as marcas não podem continuar a ignorar. 2021 tem de ser o ano da ousadia, da aposta no que é novo e diferente, no small but beautiful, no customizado e customizável, nos planos de comunicação fora dos caminhos batidos.

Casamos marcas e oportunidades. Fale connosco por whatsapp: 911 105 495, email marketshow@marketshow.pt, ou nas nossas redes sociais.

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